Segunda-feira, 08 Outubro 2007

Dr. Jekyll e Mr. Hyde

Quem já cirandou por este blog sabe que ele tem uma versão lunar, em fundo escuro que é esta e uma outra com fundo branco , exactamente com os mesmos conteúdos. Foi portanto curioso saber que também o popular motor de busca Google, tem o seu inverso. Com o intuito de ser uma alternativa mais económica, poque o fundo preto não consome tanta energia, o Google também tem o seu "Mr Hyde"...não acreditam...então vejam: http://www.blackle.com/
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Escrito por Sara Arrobe em 15:23:02 | Link permanente | Comments (20) |

Quinta-feira, 13 Setembro 2007

Para os eventuais interessados, está a decorrer o concurso de ideias para o edifício da Junta de Freguesia de Portimão, organizado pela Ordem dos arquitectos. http://www.oasrs.org/conteudo/agenda/noticias_concursos-detalhe.asp?noticia=42
Escrito por Sara Arrobe em 14:56:28 | Link permanente | Comments (0) |

Portimão através dos tempos

Desde que Portimão passou a ser o meu segundo lar, desenvolvi a teoria de que os nomes das localidades terminadas em ão, transmitem na generalidade uma grande força e bondade, talvesse por rimarem com o nosso músculo vital, o coração. À memória vem-me outros nomes como Marvão, Monção e Damão, e pouco mais. Daí a minha surpresa quando soube que o primeiro nome de Portimão, baptizado pelos Cartagineses em 550 A.C. foi Portus Hannibalis. Daqui até ao Hannibal do filme "Silêncio dos Inocentes", vai um passo, ficando assim a impressão de ser um nome bastante macabro,e que nessa altura "portimão" não era apenas um porto comercial de azeite, figos, etc, mas também de outros víveres mais canibalescos. Os Mouros não fizeram melhor, quando repatizaram de "Burj Munt". Vá lá que Portimão soube-se suavizar e em 1453, deixou para trás o seu passado rufia e sanguinário (a analisar apenas pelos nomes, claro!) e fez-se vila.

Escrito por Sara Arrobe em 14:53:21 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 31 Julho 2007

silly season, existe?

Deve existir uma silly season sim, porque ando arredada deste blog, e isso anda-me a pesar apenas(!) levemente na consciência. Vou sacar de um trunfo que ainda não usei, como seja o de falar de um bom livro para as leituras quer de Inverno, quer de Verão. Vou manter um bocadinho o suspense, vou dizer que falo, não de cabeça ao vento mas de uma posição bem matutada. Li este livro há mais de dois meses, e já me passou pelas mãos pelo menos mais três, e não consegui deixar de ficar progresivamente desiludida, e a ansiar que todos os livros fossem como este: "A Minha Andorinha".
Comprei ontem o "Pura Anarquia", na esperança de ter um substituto à altura, mas nem isso acredito.
Escrito por Sara Arrobe em 17:02:34 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, 28 Junho 2007

o novo quarto-escuro

Penso que as crianças de hoje já não brincarão ao quarto-escuro, brincam às consolas, às game-boxes, aos sms, às fotografias no telemóvel, e por aí adiante. Já os adultos, esses, imbuídos dessas doces memórias de festas de anos, e do inevitável quarto escuro, com inocentes(?) apalpadelas no intuito (muito pedagógico do ponto de vista das artes plásticas) de se aperceber da massa corporal do outro e identificá-lo, continuam a brincar ao quarto escuro. Nomeadamente os construtores civis mais sentimentalistas, que contornando uma qualquer directiva que só lhes permite ter dois quartos, lá criam uma "arrecadação" de 14m2, sem janela, que depois evoluirá "astutamente" para um T3. Pensam eles, claro, nas delícias das crianças de hoje, ali com um quarto-sempre-escuro à mão de semear!

Escrito por Sara Arrobe em 15:39:30 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 13 Junho 2007

Santo António ou São Vicente

O povo (neste caso alfacinha) tem uma sensatez milenar: por qualquer razão não adoptou com o coração o santo padroeiro imposto (São Vicente) mas abraçou sim o Santo António. São Vicente, mártir espanhol, cujos restos mortais jazem na sé de Liboa, não parece reunir as condições necessárias para grandes festividades, e Lisboa, convenhamos precisa de alegrias. Porque por muito valoroso e digno que São Vicente tenha sido, nãda tira o seu fim de vida macabro, e o facto de ser espanhol, arqui-inimigo de Portugal, e por inerência da sua capital. Os Lisboetas, espertos como tudo, lá foram dando a volta à questão, de tal forma que quase todos associamos à cidade de Lisboa o Santo António, Fernando Bulhões de seu nome. Ainda ontem, nas marchas populares passou uma marcha convidada(meio-fúnebre) de Castela e Lyon, que foi mais ou menos timidamente apupada, ouviam-se alguns "vão-se embora", e ali espalmados entre o cortejo da bahia e as marchas alfacinhas, pareciam ser o símbolo dum São Vicente meio-esquecido...

Escrito por Sara Arrobe em 11:16:46 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 22 Maio 2007

quando Portugal se deita...

Foi aquando do lançamento do livro "Arquitectura no Algarve" da autoria do Arqº José Manuel Fernandes e da fotógrafa Ana Janeiro, há mais ou menos um ano, que ouvi pela primeira vez esta analogia. Pelo que percebi foi primeiramente ensaiada por Jorge Gaspar, a partir do trabalho de Amorim Girão, e acho que fico por aqui, porque descobrir o ponto zero de qualquer ideia que se fale, parece-me esforço cada vez mais impossível, e até inútil.

Dizem-nos eles todos, acerca da singularidade do território Algarvio, que ele é um Portugal em ponto pequeno. Mas mais ainda, é um Portugal em ponto pequeno deitado, ou , aqui acrescento eu, a dormir imerso em sonhos, a acentuar a posição fetal de descanso. Assim Lisboa é Faro, e Porto é Portimão. E por aí fora: Olhão seria Setúbal, Silves é  a "Lamego" algarvia, Lagos é Viana do Castelo (claro!), Albufeira e arredores seriam o eixo Figueira da Foz-Leiria-Coimbra, e as cidades mais algarvias de todas, porque algarvias 2 vezes, seriam então Tavira e Vila Real de Santo António.

A analogia continua ainda com as unidades geológicas e orlas sedimentares, mas também com o clima, assim como de Norte para Sul, o tempo vai aquecendo, de barlavento para sotavento também.

Assim,eu vivo em Portimão, ou no Porto, conforme a perspectiva, e não me safo de ser uma tripeirinha mignone!

Escrito por Sara Arrobe em 10:34:33 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, 17 Maio 2007

Fica bem

Para quem não sabe, o Algarve também tem um festival de cinema, que concorre por estes dias com o festival de Cannes.
Enquanto um anda a passar filmes do David Fincher, Emir Kusturika, e outros"suspeitos do costume", o Festival Internacional de Cinema do Algarve (FICA para os amigos) mostra diversas curtas metragens, oriundas dos quatro cantos do mundo.
Fica bem esta franqueza, fica bem, que o povo nunca desmente!
Consta, segundo o director deste festival, que é o mais antigo festival de curtas-metragens do país, que vai já na 35ª edição
. www.algarvefilmfest.com
A selecção das curtas-metragens parece-me boa, e até comparando com as curtas metragens do Festival Indie em Lisboa, segue um alinhamento interessante.
Ontem pude apreciar a curta-metragem portuguesa "Jantar em Lisboa" com voz de J.P. Simões e uma curta-metragem "Big Family" um exercício curto e delicioso sobre a grande metrópole (?)
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Fiquem ainda sabendo que a sede do FICA é não em Faro, mas em Portimão, a bem da descentralização!

Escrito por Sara Arrobe em 11:03:32 | Link permanente | Comments (0) |

Quinta-feira, 10 Maio 2007

irmãos gémeos

tem dias! há dias que me apetece ver letras sobre um cinzento adormecido, e há outros em que nada como preto no branco. Por isso tive a (hesitante!) ideia de criar o mesmo blog com duas caras, como se fossem dois irmãos gémeos. É uma experiência, mas confesso que não compreendo a hegemonia da blogspot, até porque sou principiante nestas andanças.
Portanto o blog tem duas moradas, uma na blog.com, outra na blogspot.com, porque como dois bons irmaõs gémeos não vivem juntos!
Esta experiência dá inclusivé para explorar o lado negro( ou lunar) dum blog, bem explorada vai descambar numa coisa diferente, em que o blog de fundo escuro, explora o lado melancólico e o blog de fundo branco o lado cristalino. Por enquanto não é nada disto, mas é mesmo para ser só interactivo:

1. acham que se lê melhor sobre fundo branco, com letras pretas (não é por acaso que o papel é preferencialmente branco) então não há que enganar, saltem para www.diasdomeio.blogspot.com

ou

2. Não gostam de ler sobre o fundo branco, faz mal aos olhos (não é por acaso que o fundo do AutoCad, é preferencialmente escuro), então muito bem, fiquem onde estão!

 quem é simpático, quem é?

Escrito por Sara Arrobe em 18:01:25 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, 27 Abril 2007

a testemunha

Há dias a cirandar pela televisão, numa das estaçoes conhecidas pelos seus intermináveis intervalos múltilplos durante um só filme, assisti a uma cena que me andou a martelar desde então. Talvez até não fosse nada de especial, era uma cena em que a personagem encarnada pela actriz Susan Saradon, falava com um detective particular que tinha contratado para averiguar a hipotética infedilidade do marido. Ela pergunta-lhe se ele sabe porque é que as pessoas se casam? E ele diz, como se encolhesse os ombros: Por paixão?, ela faz que não com a cabeça. O detective particular comenta, não sem uma ponta de desilusão(?), que a tinha tomado por romântica, afinal enganava-se. Ela vai mais longe, e arrasta-se na descrição da vontade que une duas pessoas que partilham um casamento por tantos anos ou pela vida fora. É a percepção de que no fundo não somos especiais para o mundo ( ou por outras palavras, se morrermos hoje, o mundo continua como se nada fosse. E isto é válido também para as ditas figuras públicas, apesar da ilusão do contrário. talvez a vida deles tenha feito a diferença, mas a morte fará diferença? É essa percepção crua, que nos leva a querer partilhar os mais pequenos nadas, como se enagalfinados nesses momentos trivias que são também doutros, e que são de ambos, e que também são dele, a ruptura se dissolva. como se um fosse a testumunha do outro.

E essa ideia da Testemunha, para lá de toda a imagética jurídico-burocrático-dúbia, não deixa de ser incrivelmente romântica.  www.olhares.com de Marcio Murio Pilot

 

Escrito por Sara Arrobe em 18:36:51 | Link permanente | Comments (1) |